Hoje (29) fomos surpreendidos por uma triste notícia de que o ator Gene Wilder, o nosso eterno Willy Wonka do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate“, de 1971, havia falecido aos 83 anos.

Segundo Jordan Walker-Pearlman, um sobrinho do ator, ele foi diagnosticado com Alzheimer há 3 anos, porém preferiu não revelar nada ao público.

Gene ganhou grande destaque ao interpretar o Willy Wonka, mas sua carreira não se resumiu apenas em um filme sobre um apaixonado por chocolates e fantasia. Ele já foi duas vezes indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro. Até ganhou um Emmy em 1998, de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia, por uma participação especial em “Will & Grace“.

O ator estreou nas telonas no filme “Bonnie e Clyde: Uma rajada de balas“, de 1967, que acompanhava um casal que inicia uma carreira de crimes, assaltando bancos e roubando carros. A atriz Estelle Parsons levou o Oscar de Melhor Atriz e o filme recebeu também o prêmio de Melhor Fotografia.

Após o grande sucesso de “Bonnie e Clyde”, Gene foi chamado para estrelar uma comédia chamada “Primavera para Hitler“, que conta a história de vários produtores da Broadway fracassados que resolvem criar um plano para ganhar dinheiro: superfaturar um espetáculo, fazer com que seja um fracasso e só dure um dia. Novamente, mais um longa do ator era premiado com um Oscar, agora o de Melhor Roteiro Original.

"Primavera para Hitler", 1968

O diretor americano Mel Brooks tinha uma grande amizade com Gene e eles trabalharam juntos em filmes como “Banzé no Oeste” e “O Jovem Frankenstein“, que teve roteiro escrito pelo ator. Um outro amigo de cena era Richard Pryor, que estrelou com ele as comédias “Cegos, Surdos e Loucos“, de 1989; “Loucos de Dar Nó“, de 1980, e também o thriller “O Expresso de Chicago“, lançado em 1976.

Ao ser escalado para a adaptação de “A Fantástica Fábrica de Chocolate“, Wilder fez uma única exigência que acabou sendo uma das cenas mais icônicas do filme:

Quando eu fizer minha entrada, gostaria de sair pela porta com uma bengala e, em seguida, caminhar em direção à multidão mancando. Depois que a multidão pensa que Willy Wonka é um aleijado, todos sussurram e vem um silêncio mortal. Conforme eu andar em direção a eles, minha bengala fica presa no paralelepípedo, mas eu continuo andado até dar conta de que estou andando sem a bengala. Eu começo a cair para frente, e pouco antes de chegar no chão, dou um salto incrível e recebo os aplausos”, disse.

Veja a cena abaixo:

Vários amigos e admiradores de Gene Wilder lamentaram sua morte. O ator Jim Carrey escreveu: “Gene Wilder era uma das mais engraçadas e doces energias a tomar forma humana. Se há um paraíso, ele tem um tíquete dourado”.

Seu grande parceiro Mel Brooks escreveu em seu Twitter: “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”.

Sentiremos sua falta, Gene!